sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CAIR DE PÁRAQUEDAS NÃO! AQUI É O MEU LUGAR...



NOTA DE REPÙDIO

Edione Nóbrega

O termo “Cair de páraquedas” significa, segundo o Dicionário da Porto Editora, aparecer de forma inesperada; iniciar determinada atividade sem a mínima habilitação ou preparação prévia. Mas para quem lida com o linguajar do páraquedismo sabe que piloto detesta esses verbos 'cair' e 'pular'. O correto é saltar ou descer, pois cair, entre eles, significa tragédia. “Eu não caí de páraquedas, vim com minhas próprias pernas e sabendo o que vim fazer”.
O termo “Cair de Páraquedas” foi usado na plenária da Câmara Municipal de Equador, no último dia 02, por vereadores para definir a minha contratação como jornalista junto à assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Equador, que ao usar tal termo completou dizendo que EU, Edione de Oliveira Nóbrega, sou uma desclassificada, irresponsável, que vive nos bares da cidade se envolvendo com menores, chegando ao ponto de pagar bebidas alcoólicas para essas crianças e que por não ter competência para SEGURAR o emprego, escreve mentiras puxando o SACO do prefeito. Tudo isso relacionado a um texto publicado por mim, no Jornal Equadoense do dia 29 de agosto intitulado “Prefeito Vanildo Fernandes é caluniado pela oposição”.
Eu afirmo que um comentário desse porte só mostra o quanto essas pessoas não têm conhecimento da história do seu município, tão pouco é conhecedor ou conhecedora do meu curriculum e, principalmente de minha vida particular. Eu sou filha de Alírio Balduíno (filho de Equador), homem de fibra e verdadeiro, homem que sempre ensinou aos filhos respeitar o direito de ir e vir das pessoas, sempre ensinou aos filhos a importância de estudar e ser bem informada a respeito do mundo, sempre ensinou aos filhos amar Equador, pois era esse o sentimento que ele tinha por essa cidade, cidade onde viveu a maior parte de sua vida trabalhando, respeitando seus amigos e, inclusive, foi candidato a prefeito pelo MDB em 1982, um dos precursores da política oposicionista na cidade. Eu sei que tem muita gente que conhece essa história, agora cabe aos legisladores saber mais sobre o que já foi a nossa cidade.
E eu digo mais: Quando colocam em jogo a minha competência eu digo mais uma vez que a falta de conhecimento ou de informação por parte dessas pessoas fazem com que “elas” se ridicularizem perante uma plenária ou uma comunidade. Eu sou graduada em Comunicação Social, habilitada em jornalismo, pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), pós-graduada em Docência do Ensino Superior, pelo Instituto Ímpar do Distrito Federal. Trabalhei como revisora de textos e repórter do Jornal Correio Braziliense, repórter do Jornal de Brasília, redatora da Radiobrás, pois fazia a tão conhecida Voz do Brasil. Também em Brasília fui assessora de comunicação do Deputado Distrital Alírio Neto do PPS, repórter do Jornal Diário de Natal, editora do Jornal O Estado do Rio Grande do Norte, assessora de comunicação do então governador Garibaldi Alves, assessora de comunicação do deputado Estadual Petrônio Tinoco, diretora de Jornalismo da Rádio Rural AM – Natal e hoje aqui em Equador, assumindo cargos de confiança na administração do prefeito Dr. Vanildo Fernandes”.
Eu lembro com satisfação o momento que recebi o convite para trabalhar em Equador. Quando aceitei sabia que algo muito bom estava reservado pra mim, pois para quem não sabe, eu insisto em lembrar, SOU de Equador e sempre sonhei viver esse momento, o momento de estar aqui, pois foi daqui que saíram meus primeiros passos, foi aqui onde aprendi a primeira letra do alfabeto e tenho a certeza de minha competência profissional, pois sou uma mulher muito bem preparada profissionalmente e muito bem preparada para a função que exerço na administração.E estou indignada com a falta de respeito dessas pessoas que se dizem “perfeitas”. Será que essa perfeição existe???.
Para finalizar, quero deixar claro que não tenho tendência nenhuma para o puxa-saquismo e o que escrevo, escrevo baseado em provas, pois sou jornalista há mais de 20 anos, já passei por grandes jornais e nunca respondi processos por faltar com a verdade ou puxar o saco de meus assessorados, sou uma mulher limpa perante a Justiça. Escrevo porque tenho capacidade e competência. Sou uma formadora de opinião, ou melhor, para quem não sabe sou uma comunicóloga capaz e de muita competência.
Eu acho que o que incomoda é justamente isso, não faço por fazer, faço porque tenho a certeza do que estou fazendo. Eu sou jornalista, uma intelectual e sei muito bem o que é lei, sei muito bem até onde posso ir, sei muito bem quais são os meus direitos como mulher, como cidadã e como profissional. Não sou hipócrita e muito menos falso moralista e vivo a minha vida da maneira que me convém e no meu trabalho mostro toda a minha capacidade e até hoje só recebo elogios por onde passo. Quero deixar claro que na minha vida particular mando EU, faço o que gosto e isso só interessa a mim, pois sou assim e respeito todas as pessoas e a lei diz, não com essas palavras, mas cada um vive do jeito que gosta e pode. Eu sinto muito, mas sou assim...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PROFISSIONAIS DO CRAS DE EQUADOR PARTICIPAM DE CAPACITAÇÃO EM MOSSORÓ




A coordenadora do CRAS – Casa das Famílias do município de Equador Edione Nóbrega e a Técnica de Referência, a psicóloga Narjara Medeiros Matias participaram semana passada, em Mossoró, da capacitação da Formação Continuada na Perspectiva da Construção do SUAS. Na ocasião foram discutidos assuntos de suma importância para a construção do SUAS.
De acordo com a palestrante Ângela Cristina de Oliveira, que fez a abertura da mesa temática com o tema Política Pública de Assistência Social e suas tendências na contemporaneidade e as novas diretrizes para a efetivação do SUAS esse é um momento único para os profissionais municipais de assistência social.
Para a coordenadora do CRAS de Equador, Edione Nóbrega, o momento mais importante da capacitação foi a discussão das temáticas. “Tivemos momentos de grande valia, quando discutimos a Legislação Social na Contemporaneidade, pois esse é um assunto que insere LOAS,NOB/SUAS e NOB-RH/SUAS e os desafios para a sua consolidação e isso mostra que os governantes estão se preocupando em consolidar uma equipe única no bom andamento dessas instituições”. Afirma.
Outro assunto bem discutido pelos profissionais da Assistência Social no encontro, foi a constituição de redes de proteção social no contexto do SUAS. A assistente social e mestre em Serviço Social e palestrante Jane Guedes da Costa disse em sua fala que a Rede é de extrema importância para o bom andamento do SUAS. “A gente não pode trabalhar sozinha, por isso, é necessário essa união das redes para o bom desempenho dos projetos e trabalhos do SUAS”, afirma.
Para a psicóloga Narjara, do município de Equador, esse tipo de capacitação deveria acontecer sempre. “Para mim estou encantada com tanta riqueza de conhecimentos que adquiri durante a capacitação. São investimentos como esse que as três esferas de governo devem investir pois o social hoje está em evidência em nosso País. Parabéns pela capacitação e espero que o próximo módulo seja tão proveitoso quanto esse”, finaliza.
No final da capacitação os participantes e facilitadores das oficinas montaram uma agenda de trabalho mostrando os desafios e as estratégias para a formação continuada do SUAS. Segundo Jane, “essa agenda será enviada para a Secretaria Estadual do Trabalho, Habitação e Assistência Social que enviará uma cópia para o Ministério do Desenvolvimento Social de Combate à Fome e de lá sairá os nossos próximos desafios para trabalharmos o SUAS”, finaliza.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

QUE QUARTO!

“Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo”

Por Maria do Socorro Alves Julião

Por diversas vezes uma aventura? Eis o relato. Os inesquecíveis, claro. É simplesmente fascinante o registro. Torcemos todos para que o painel seja muito bem descrito e narrado, para que a mente vá estruturando o que vivi.
O dia estava quase amanhecendo. A claridade não pediu licença, entrou rapidamente e se refestelou sobre tudo o que podia. Era o Sol de Equador que estava ali, resplandecente, brilhante. No quarto da casa da jornalista Edione Nóbrega, o dia se fez, se fazia, queria ser. Mas o sono ainda era o mestre maior nas primeiras horas.
Dia de luz, animação dos sentidos; sensações que voltam? Um ventinho também dialogava com os outros personagens. Sem cama, tudo indicava que o som chegava com mais dificuldade. A conversa da casa ao lado era o enfeite da manhã de domingo em Equador. Muita conversa. Mas o que tanto eles diziam? E era uma conversa animada, que vontade de saber o que era aquilo tudo, mas nada de ouvir, discriminar a conversa bem direitinho. O sono ainda estava comandando.
Ao lado do guarda-roupa, coloquei minha malinha, mala amada, porque de tudo o que preciso numa viagem assim, ela me conforta com o seu tamanho de tudo organizar. E lá fora?
Buscar o estado do ser lá fora. Olhando para o lado esquerdo, aquela rua longa, ornamentada com casas e pessoas, como um quadro. Tudo sugerindo uma cidadezinha próspera; bem cuidada e feliz; sim, Equador é feliz. Vive feliz e quem lá vai também é invadido por essa felicidade. Bem, mas a conversa do lado não parava. Saí para desejar bom dia ao Sol, mas, de repente, ui! Cadê meus óculos; o Sol brincou comigo e me jogou uma luz tão forte que não consegui, ufa! Cá está meus óculos. Quem vem ali? Ah! Não! Vou voltar para o quarto e fazer de conta que as frestinhas de luz ainda estão fraquinhas. Tomara que ainda o relógio marque seis horas da manhã para que eu possa viver tantos minutos lindos.
E depois, lá na cozinha tem o café da jornalista. Que café! E o pão? O queijo? O bolo? Ah! Quero correr para a rua. Olhar da esquerda para a direita, da direita para a esquerda. Quem vem ali? Não conheço. Tanta gente nova que está vivendo na cidade. O homem arrasta uma cansaço visível. Quem é aquela? Traz na mão uma sacola. O que há naquela sacola? Deve ser o pão para o café da manhã. Vou esperar ela passar para ver onde ela vai entrar, em que casa, será na casa ao lado? A conversa continua. Agora o Sol está mais quente. Agora já estou tomando café. Muita conversa sobre a festa anterior. A festa foi em Assunção. Que lugar, hein!
Entro no quarto, já com saudades. Abro minha mala amada e pego a escova. Hora de passear por Equador. Mas o quarto é que é meu instante inesquecível. Ora, na casa da esquina tem uma jornalista que mora. Na casa da esquina a Lua deve também brincar de jogar a luz por ali. Lá está o telhado, que bonito. Os caibros estão bem alinhadinhos, cada telha no lugar certo. Não precisa de mais nada a casa da esquina, só que você esteja lá dentro e sinta-se num lugar leve, de anjo, num poema de flutuação.
E tem gente que nem liga para essas coisas do coração. Tão pouca gente se importa com um quarto de dormir. E é tão importante.
Eu queria ouvir uma música bem linda, ali. Pensando bem, não; assim, como é que eu poderia ouvir a conversa dos vizinhos que amanheceram o dia falando, falando demais; falas da manhã de domingo em Equador, enquanto a galinha está sendo preparada, pessoas falam. Acho que o café da manhã daquela casa vizinha deve ser tão bom. Mas, duvido que supere o da jornalista da casa da esquina. Ficou a lição de bom trato.
Um alento para mim é saber que voltarei lá e, no quarto, guardarei minha mala amada e dormirei um sono pesado e me acordarei com as frestinhas do telhado em claro, e ouvirei a conversa, que será outra, mas com o mesmo tom, e tomarei um requintado café da manhã; se Deus quiser